REDAÇÃO

TEMA: Educação domiciliar

Educadora deixou filho abandonar escola, e se orgulha disso.

            A escola como ela é não faz parte da vida dos três filhos de Ana Thomaz, 50 anos. Os modos de avaliação, os modos de aprendizado, a grade, os horários, as cobranças, as comparações, as paredes: tudo em algum momento passou a ser questionado por ela. Não muito depois, passou a ir contra o que Ana vive. O olhar crítico sobre o tema começou quando seu filho mais velho, Guto, aos 13 anos, pediu que a mãe o tirasse da escola. Isso foi em 2007.

            Ele frequentava uma instituição de pedagogia Waldorf (considerada moderna por integrar o desenvolvimento físico, intelectual e artístico dos alunos), mais alinhada às crenças de Ana na época. O garoto tinha um bom rendimento, era amigo de todos e querido dos professores, mas havia nele um sentimento de “a escola não me ajuda no que quero que me ajude”. É como se aquele universo o limitasse.

            “Ele dizia que tinha alguma coisa dentro dele que a escola não o deixava encontrar. Que havia algo que precisa fazer e que não ia conseguir se estivesse na escola”, recorda a mãe.

            Ainda sem certezas, Ana pediu a ele um ano para se organizar e decidir sobre seu futuro. O mestrado no Alexander Technique Studio, feito em Londres anos antes, foi um pano de fundo fundamental para que analisasse a possibilidade de Guto deixar os estudos tradicionais. Lá, a então bailarina estudou a técnica Alexander, na qual “se aprende a desconstruir para construir”.

            “Entendi que se fosse tirá-lo da escola, precisava tirar a escola de dentro de mim. Só então ficou claro que eu precisava olhar verdadeiramente para ele, e não para o que eu achava que ele precisava”, conta.

            Dez anos depois.

            Hoje, Guto tem 23 anos. Quase dez se passaram desde que abriu mão da escola. Fora da educação formal, em poucos meses, ele se profissionalizou mágico. Fez cursos livres e estudou de forma autodidata. “Guto é agora um ser cheio de experimentações - passou pela mágica, pela capoeira e pela música- e que não se acomoda em lugar algum." 

            Permitir que Guto abandonasse a escola foi um primeiro passo de uma jornada sem data para acabar. Atualmente, Ana é professora da técnica Alexander e compartilha o que aprendeu com a desescolarização através de encontros que oferece no sítio onde vive, em Piracaia, a 90 km de São Paulo. Frequentemente, é procurada por educadores que desejam desconstruir a educação convencional. "É necessário trazer as relações humanas para a escola, e eles sabem disso", diz.

            Ela teve ainda outras duas filhas, agora com 9 e 11 anos. Nunca, nenhuma delas foi à escola. “Com elas, o processo é de criação. Não faz sentido desescolarizar quem nunca foi à escola”.

            Aqui, a educadora divide o que tem aprendido com suas experiências de tirar a escolaridade de dentro de si e da própria escola.

            “Não vejo maldade na escola, nem descuido dos pais. Vejo amorosidade. Mas é uma amorosidade cheia de crenças, estagnações e medos. A pergunta é: para que educar uma criança nos moldes que fazemos hoje? A função primordial da escola é a desconexão, é a de fazer a criança sair de uma construção singular para entrar em uma perseguição por buscar fins. Na escola como conhecemos, a criança tem um deslocamento do presente para ambicionar o futuro. Vai aprender que existem respostas certas e erradas. Vai começar a ter medo de errar e vontade de acertar. Mas espera! Erro é caminho do acerto. É processo. Acerto também é processo. Além do mais, na escola há uma desconexão entre pensar e agir. O corpo da criança fica parado enquanto a mente elabora. A escola desconecta o aluno de si mesmo. Tira ele do presente, da sua singularidade, dos seus desejos.”

            “Levar a escola para dentro de casa, ou seja, ensino domiciliar, era a última coisa que eu pensava em fazer. Mesmo sendo uma educadora, nunca ia conseguir ficar à altura da escola e minha vida ia se resumir a criar uma escola doméstica. Não via sentido e não tinha preparo. Claro que tive medos, mas percebi que nenhum era real quando Guto de fato saiu da escola. Pensei que ele podia perder os amigos, perder oportunidades e não poder fazer faculdade. Pensei que se ele estivesse fora da escola seria um marginal para a sociedade, que se sentiria diminuído perante as pessoas. Foi tudo crença que nunca se confirmou.”

            “Estudar é uma delícia, o problema é a maneira que nos ensinam a estudar. Penso que um caminho é usar a estrutura escolar para criar um ambiente de aprendizagem ao invés de ensinamento, um ambiente de conexões ao invés de desconexão. Lógico que não é do dia para a noite, lógico que vai dar um trabalho danado porque fará com que educadores saiam do sistema de troca e condicionamento e entrem nas relações legítimas. E entrar na relação, sair de parâmetros de competição e julgamento, é difícil, sim.”

            “Se existe um plano que não tenho, é o de terminar com as escolas. Se tiramos as crianças da escola, fazemos o que com elas? Precisamos criar relações de aprendizagem na sociedade antes de não termos mais escolas. O que tenho falado é de acabarmos com a educação baseada no adestramento através da ameaça, na punição e recompensa e começarmos o aprendizado, o desenvolvimento pleno e integral de cada ser.”

            Desescolarização é legal no Brasil?

            Apesar das 3,2 mil famílias praticantes do modelo (de acordo com números de 2015 da Associação Nacional de Educação Domiciliar, a Aned) no país, a desescolarização não é legalizada. No entanto, não é proibida por nenhuma lei. “Apesar de não ser mencionada em nenhuma norma, o direito à educação domiciliar é decorrência direta da soberania educacional da família”, explica Alexandre Magno Moreira, professor de Direito Educacional e autor de “O direito à educação domiciliar” (ed. Monergismo).

UOL Notícias Comportamento 20/07/2017

Exemplo de ROTEIRO:

1. Quais são as principais críticas à educação escolar?

   Oferece profissionalização e pouco cidadania?

2. Quais são os bens (mesmo que sejam poucos ou deficientes) oferecidos pela educação escolar?

   Artes e ciências: conhecimento técnico e cultural?

3. Tirar os filhos da escola é uma alternativa sensata?

   Uma família não é capaz de acompanhar a abrangência escolar?

4. Quais complementos e reparos podem colaborar com a educação escolar?

   O maior problema da escola é a inconveniência: ela se impõe com suas convicções e não oferece aos alunos as respostas que eles procuram naquele momento?

5. O que a escola não faz e deveria urgentemente fazer?

   Culturas de sobrevivência e pouco culturas de evolução pessoal, psicológica, espiritual?

Figuras de Linguagem

ALEGORIA – Duas ou mais metáforas na mesma circunstância.

Ex: A vida é um grande poema em estrofes variadas; umas em opulentos alexandrinos de rimas milionárias; outras, frouxas, quebradas, misérrimas, mas o refrão é um para todas, sempre o mesmo: morrer.


ALITERAÇÃO – Repetição de um mesmo fonema consonantal.

Ex: Que a brisa do Brasil beija e balança.


ANACOLUTO – Interrupção sintática; inicia-se uma segunda oração sem terminar a primeira.

Ex: Os meninos, eles sempre me dão muito trabalho.


ANADIPLOSE – Inicia-se o próximo verso com a mesma ou as mesmas palavras empregadas no fim do verso ou frase anterior.

Ex: Quero escrever sem saber / Sem saber o que dizer.


ANÁFORA – Iniciam-se os versos ou frases com a mesma ou as mesmas palavras.

Ex: Depois do areal extenso / Depois do oceano de pó / Depois no horizonte imenso / Desertos... desertos só...


ANÁSTROFE – Inversão sintática leve.

Ex: O menino mergulhou no largo rio.

 

ANTÍTESE – Palavras opostas, contrárias, antitéticas.

Ex: Trabalhou dia e noite.


ANTONOMÁSIA – Palavra ou expressão que substitui um nome.

Ex: O Genovês salta os mares sem receios.


APÓSTROFE – Vocativo; palavra ou expressão com a qual o eu lírico ou narrativo se dirige a um interlocutor real ou fictício, presente ou ausente.

Ex: Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes?


ASSÍNDETO – Ausência de conjunção, de síndeto.

Ex: Vim, vi, venci!


ASSONÂNCIA – Repetição de um mesmo fonema vocálico.

Ex: Berro pelo aterro / pelo desterro / Berro por seu berro / pelo seu erro.


CATACRESE – Palavra emprestada por falta de um termo próprio ou apropriado.

Ex: Empreste-lhe um dente de alho.


COLITERAÇÃO – Duas ou mais aliterações com fonemas consonantais da mesma área de articulação fonética. O bê e o pê, por exemplo, são bilabiais; o dê e o tê são linguodentais.

Ex: Planam bons ventos pelos belos planaltos / Leite quente dói os dentes da frente.


COMPARAÇÃO – Metáfora com o elemento de comparação.

Ex: Resistiu como um bicho do mato.


CONCATENAÇÃO – O mesmo que anadiplose.

 

DISFEMISMO – Contrário de eufemismo; palavra ou expressão agressiva, blasfema ou pejorativa.

Ex: “ficou puto com o irmão”.


ELIPSE – Omissão, supressão; ocorre quando deixamos de enunciar alguma palavra.

Ex: Veio sem pinturas, em vestido leve. (há a supressão do sujeito, do “ela”)


ENCADEAMENTO – O mesmo que anadiplose ou concatenação.


EPANADIPLOSE – O mesmo que anadiplose, concatenação ou encadeamento.


EPANÁSTROFE – O mesmo que anadiplose, concatenação, encadeamento ou epanadiplose.


EPÍFORA – Versos ou frases terminam com a mesma palavra.

Ex: Os animais não são criaturas? As árvores não são criaturas? As pedras não são criaturas?


EPÍSTROFE – O mesmo que epífora.


EUFEMISMO – Diminuição voluntária do impacto de algumas palavras.

Ex: Ele nos deixou. (em vez de “ele morreu”)


GRADAÇÃO – Algo cresce ou decresce gradualmente, gradativamente.

Ex: Do seu calmo esconderijo, o ouro vem, dócil e ingênuo; torna-se pó, folha, barra, prestígio, poder, engenho...


HIPÁLAGE – Deslocamento do adjetivo para outro substantivo ou do advérbio para outro verbo.

Ex: Em cada olho um grito castanho de ódio.


HIPÉRBATO – Inversão sintática acentuada.

Ex: “Em teu seio, ó liberdade, / Desafia o nosso peito a própria morte!”.


HIPÉRBOLE – Exageração, encarecimento, ampliação.

Ex: Teus olhos chorarão rios de lágrimas.


HOMONÍMIA – A mesma palavra para vários sentidos.

Ex: No vale, a vida é o que vale.


IRONIA – Diz-se algo querendo dizer o contrário ou diferente.

Ex: A excelente dona Inácia era mestra na arte de judiar de crianças.


METÁFORA – Comparação sem o conectivo de comparação.

Ex: Horas são bolhas de sabão.


METONÍMIA – Parte que representa um todo.

Ex: Duas mil cabeças pastam à beira do rio.


ONOMATOPEIA – Imitação alfabética de sons.

Ex: Dos cerrados onde o guaxe passa rápido... Vvvvvvvv... passou.


OXÍMORO – Palavras opostas que se desdizem, que se contradizem.

Ex: O amor é um contentamento descontente. (Luís de Camões)


PARADOXO – Ideias que formam uma real ou aparente contradição.

Ex: A Virgem deverá gerar o Filho / Que é seu Pai desde toda a eternidade. (Murilo Mendes)


PARALELISMO – Frases que apresentam estruturas gramaticais semelhantes.

Ex: Guardavam atentamente o gado no vale / Observavam silenciosamente o inimigo na montanha.


PARALELISMO MORFOLÓGICO

Ex: Sua saída se deve a mágoas, humilhações, ressentimentos e a agressores que tanto pretendiam ocupar seu cargo dentro da empresa.

 

PARALELISMO SEMÂNTICO

Ex: Se por um lado agradou aos convidados, por outro desagradou à família.

 

PARALELISMO SINTÁTICO

Ex: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania, mas também contribui para que o planeta sobreviva.

 

PARONOMÁSIA – Efeito fonético extraído de jogo com palavras parecidas, semelhantes.

Ex: Que a morte apressada seja tributo do conhecimento, e a vida larga atributo da ignorância.


PERÍFRASE – Frase ou expressão em lugar de um nome.

Ex: Cidade maravilhosa, cheia de encantos mil...


PERSONIFICAÇÃO – Personificação de objetos e outros seres vivos.

Ex: Devagar... as janelas olham.


PLEONASMO – Repetição de sentido.

Ex: O leque eu o fiz por capricho.


POLISSÍNDETO – Repetição de uma mesma conjunção, de um mesmo síndeto.

Ex: Nem glória, nem amores, nem santidade, nem heroísmo.


PROSOPOPEIA – O mesmo que personificação.

Ex: Meus olhos partem tão tristes.


QUIASMO – Configuração de um xis com quatro palavras de dois versos ou frases.

Ex: Para amar as coisas da Terra é preciso conhecê-las; para conhecer as coisas do Céu é preciso amá-las.

Obs: Forma-se um xis com um traço de “amar” para “amá-las” e outro de “conhecer” para “conhecê-las”.


SILEPSE DE GÊNERO – Discordância aceitável de gênero.

Ex: Aos domingos, São Paulo desperta tímida e calada.


SILEPSE DE NÚMERO – Discordância aceitável de número.

Ex: Toda aquela multidão gritavam por respeito.


SILEPSE DE PESSOA – Discordância aceitável de pessoa.

Ex: Os brasileiros gostamos de paz.


SÍMPLOCE – O mesmo começo e o mesmo fim em duas frases ou mais.

Ex: Hoje não quero pensar senão na arte nova; hoje não me agrada cantar senão a canção nova.


SINÉDOQUE – O mesmo que metonímia; uma parte pelo todo.

Ex: eles não têm um teto para morar.


SINESTESIA – Combinação de sensações; mistura de sentidos.

Ex: Um amor silencioso e suave como o azul de céus que nunca vi.


SÍNQUISE – Inversão sintática exagerada.

Ex: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / de um povo heroico o brado retumbante”.


ZEUGMA – Omissão ou supressão de uma palavra já enunciada na frase.

Ex: Sandoval vivia para a família, para os filhos.

Módulo 24

TEMA - Dissertação sobre a escolha da carreira profissional.

Exemplo de ROTEIRO:

1. Sobre a possibilidade de uma opção profissional que envolva talento e boas perspectivas financeiras.

2. Os jovens menos tímidos ou mais corajosos, aqueles que participam mais intensamente das atividades esportivas, artísticas, familiares, filantrópicas, colaborativas, criam mais oportunidades para despertar e desenvolver seus próprios talentos.

3. As boas perspectivas financeiras dependem do conhecimento que se tem da natureza e do funcionamento do mercado de trabalho. Há profissões de curta duração e outras em extinção.

4. Convém não concorrer com as máquinas e apostar em atividades que dependam menos de capacidades técnicas e mais de habilidades humanas.

5. Ter ou não a profissão como o objetivo final da própria existência? Uma profissão capaz de fazê-lo feliz. Se a profissão não é o objetivo final, para que serve a realização profissional? O que se quer além de uma profissão agradável e rentável?O amadurecimento filosófico é fundamental para uma boa escolha da carreira profissional.

Outro exemplo de ROTEIRO:

1 Sobre a necessidade de se ter um ideal.

2. Excesso de informações e opções do mundo contemporâneo.

3. Diversidade ideológica e crise moral.

4. O mercado de trabalho mais exigente impõe um rotina de escolhas com menos idade.

5. Quem supera seus instintos e faz escolhas racionais e consequentes, com ideais bem definidos, tem mais chance de sucesso.

Módulo 23

TEMA - Dissertação sobre a importância da LÍNGUA.

CIÊNCIA

Conteúdo

Descobertas e invenções

ARTE

Forma

Signos e linguagens

Sugestões para a TESE, para o início do texto:

1. A língua é a condição básica para o pensamento, que é a faculdade exclusiva do ser humano.

2. A língua é a melhor representação cultural de um povo.

3. Um povo não se desenvolve sem a sofisticação de sua língua.

4. A língua é a forma, o pensamento é o conteúdo; ou seja, sem a língua não há pensamento.

5. Existe uma velada banalização da língua. Disfarçamos, mas a tratamos como se fosse um componente natural do corpo, ou até um bem supérfluo.

6. A língua é essencial para a sobrevivência e o desenvolvimento da espécie.

Módulos 21 e 22

TEMA 1 - É papel da indústria fabricante preocupar-se com isso ou o processamento de resíduo é de competência e responsabilidade das instâncias governamentais?

        Exemplo de TESE - Todo serviço atribuído à rede privada tem de gerar lucro. Caso gere, haverá interessados; caso não gere, a administrar pública deve efetuar o serviço e cobrar das empresas através de impostos.

TEMA 2 - Você acha válido que aconteçam essas formas de esforços mercadológicos (para produtos de luxo), em um país em desenvolvimento, como o Brasil?

                     Exemplo de TESE - O mercado atende a demandas; se há procura por produtos de luxo, eles serão oferecidos. O problema da desigualdade social não são os cidadãos mais ricos e, sim, os mais pobres. Os governantes tem de se preocupar com a qualificação dos seus cidadãos para que o mercado tenha sempre mais e melhores produtores e consumidores.

TEMA 3 - Até que ponto nossa sociedade cultiva a fofoca? Essa "paixão nacional" tem mesmo um poder tão maléfico assim? O que fazer para preservar a fronteira entre fofoca e realidade?

   Exemplo de TESE - A fofoca produz compensações psicológicas a quem a produz e a divulga. Enquanto houver pessoas com grandes dificuldades de adaptação a uma realidade a cada vez mais complexa, a fofoca existirá como recurso social para que esses sujeitos se sintam, pelo menos por um breve tempo, compensados e confortados pela dor alheia, mesmo que apenas suposta.

Módulo 20

Tema de redação: NOVOS TEMPOS, NOVOS COSTUMES, NOVA MORAL: PARA MELHOR OU PARA PIOR?

PARA MELHOR

1. A liberdade dá consistência ao indivíduo, que pode viver sua vida à sua maneira.

2. O conservadorismo sempre freou a liberdade em nome de uma ordem social que nada fez além de manter o poder de uma minúscula elite.

3. Os novos costumes apontam para um ser humano disposto a viver muito tempo e bem: tem trocado o medo da morte pelo prazer de viver.

4. Desde meados do século vinte, desenvolvemos um processo de individualização da moral: se instituições públicas, privadas e religiosas se impuseram e cometeram atrocidades históricas, por que os indivíduos não podem cometer seus erros?

5. As atitudes dos cidadãos contemporâneos significam que não precisam mais de heróis ou modelos de comportamento. Estão ansiosos por assumir completamente suas próprias vidas.

PARA PIOR

1. Liberdade ilimitada gera libertinagem, degeneração individual e social.

2. O conservadorismo serviu historicamente para desacelerar as transformações sociais e qualificar com o equilíbrio as relações pessoais.

3. Hábitos contemporâneos descrevem um ser humano menos ocupado com o próprio futuro e das novas gerações e seduzido por prazeres fáceis e imediatos.

4. Há décadas, sofremos um processo de degeneração da moral, não há mais uma referência confiável para o que esteja certo ou errado. A contestação de leis firmadas por minorias demonstra um enfraquecimento evidente dos Estados.

5. Os cidadãos do mundo moderno não foram preparados filosoficamente para sozinhos estabelecerem um sentido razoável às suas próprias vidas. Estamos imersos em altos índices de fracassos psicológicos.

Módulo 19

Tema de redação: O MITO DA CAVERNA E A VIRTUALIDADE.

1. Os personagens do Mito da Caverna vivem num mundo de sombras, semelhantes aos telespectadores do mundo moderno que têm o televisor como um veiculador de verdades.

2. No Mito da Caverna, os personagens estão aprisionados e imobilizados com algemas e correntes; na contemporaneidade, a multidão está aprisionada em sua própria ignorância, carente de escolaridade e crítica, e imobilizada por um sistema de perpetuação da miséria intelectual.

3. Os personagens que transitam fora da caverna e transportam estatuetas correspondem aos midiáticos manipuladores da opinião pública.

4. Os pensadores e os educadores que se esforçam para descrever a realidade e fornecer instrumentação crítica aos mais carentes desempenham o papel dos personagens do Mito que conseguiram sair da Caverna e ver a realidade.

Módulo 18

              Tema: (PUC-RJ) - A efemeridade/transitoriedade dos fatos, dos valores, das relações e seus efeitos no ser humano.

Exemplo de PROJETO DE TEXTO:

1. A humanidade é maior que o humano, porque é um ser coletivo. O alto crescimento da humanidade tem superficializado o humano? O desenvolvimento veloz da humanidade gerou o "mundo líquido"?

2. A globalização e a evolução dos sistemas de comunicação tornou inevitável a inadaptação de grande parte da população à velocidade de desenvolvimento da humanidade?

3. O crescimento vertiginoso das sociedades modernas tem aumentado percentualmente a quantidade de indivíduos marginalizados?

4. A dificuldade encontrado pelo sujeito para se ajustar os mecanismos do mundo moderno tem colaborado para o aprofundamento da crise moral?

5. "Os critérios pragmáticos e até mesmo o vocabulário operativo da tecnologia se sobrepõem cada vez mais à reflexão sobre o sentido da vida. A eficácia prevalece sobre os conceitos de justo, certo e bom". A forma tem tomado o lugar do conteúdo?

Módulo 17

         Produza um texto dissertativo argumentativo em que você apresente sua ideias acerca da valorização do CORPO humano.

Exemplo de ROTEIRO:

1. Contextualizar o culto ao corpo à industrialização do século 20. Quando o único objeto feio do sujeito é o próprio corpo; dietas, academias e cirurgias plásticas tornam-se necessárias e urgentes para justificar todos os objetos bem acabados a sua volta.

2. A supervalorização do corpo tem afastado pessoas das atividades de desenvolvimento intelectual?

3. O tratamento obsessivo pela boa aparência do corpo pode ser um sintoma de uma busca do prazer pelo prazer, de uma sociedade que perdeu o sentido da própria existência?

4. Afora os exageros, o culto ao corpo pode ser visto positivamente, como uma frente legítima do processo evolutivo?

Coesão

            Os fragmentos são respostas de perguntas que não estão no texto, por isso é preciso formular e sequenciar as perguntas adequadas para encontrar o texto coeso.

            Num texto coeso não falta nem sobra palavras.

A incoesão pode ocorrer:

a. pelo uso inadequado de um tempo verbal, regência ou concordância;

b. no emprego de pronomes pessoais, relativos, demonstrativos;

c. na troca indevida de uma palavra por outra;

d. no emprego da pontuação;

e. na escolha da conjunção que liga orações;

f. na opção pelo conectivo que encadeia parágrafos.

TEMA: A desigualdade econômica entre os países é um quadro definitivo ou é passivo de alteração substancial?

Sugestão para o PROJETO DE TEXTO:

1. Sobre a desigualdade econômica entre os países.

2. O que mantém essa situação?

3. Como poderia se modificar esse quadro?

4. A formação intelectual se dá apenas teoricamente ou também na prática?

5. O desenvolvimento intelectual tem sido acelerado pela internet e pela globalização?

TEMA: A profissão do médico.

Exemplo de ROTEIRO:

1. Por que está difícil fazer bons médicos?

2. O conteúdo de um curso de medicina é excessivo e acessível apenas a um número pequeno de estudantes?

3. Não há tempo para a formação humanística do futuro médico?

4. As escolas médicas têm falhado na escolha de seus alunos?

5. As faculdades de medicina elegem seus professores em função apenas de seus currículos?

6. O que fazer?

TEMA: O amor e a busca da felicidade: prós e contras.

Trechos do SERMÃO DO MANDATO do Padre Antônio Vieira

            Pinta-se o Amor sempre menino, porque ainda que passe dos sete anos, como o de Jacob, nunca chega à idade de uso de razão. Usar de razão, e amar, são duas coisas que não se juntam. A alma de um menino, que vem a ser? Uma vontade com afetos, e um entendimento sem uso. Tal é o amor vulgar. Tudo conquista o amor, quando conquista uma alma; porém o primeiro rendido é o entendimento. Ninguém teve a vontade febricitante, que não tivesse o entendimento frenético. O amor deixará de variar, se for firme, mas não deixará de tresvariar, se é amor. Nunca o fogo abrasou a vontade, que o fumo não cegasse o entendimento. Nunca houve enfermidade no coração, que não houvesse fraqueza no juízo. Por isso os mesmos Pintores do Amor lhe vendaram os olhos. E como o primeiro efeito, ou a última disposição do amor, é cegar o entendimento, daqui vem, que isto que vulgarmente se chama amor, tem mais partes de ignorância: e quantas partes tem de ignorância, tantas lhe faltam de amor. Quem ama, porque conhece, é amante; quem ama, porque ignora, é néscio. Assim como a ignorância na ofensa diminui o delito, assim no amor diminui o merecimento. Quem, ignorando, ofendeu, em rigor não é delinquente; quem, ignorando, amou, em rigor não é amante.

            Quatro ignorâncias podem concorrer em um amante que, diminuam muito a perfeição e merecimento de seu amor. Ou porque não se conhecesse a si; ou porque não conhecesse a quem amava; ou porque não conhecesse o amor; ou porque não conhecesse o fim onde haveria de parar, amando. Se não conhecesse a si, talvez empregaria o seu pensamento onde o não havia de pôr, se se conhecera. Se não conhecesse a quem amava, talvez quereria com grandes finezas, a quem haveria de aborrecer, se o não ignorara. Se não conhecesse o amor, talvez se empenharia cegamente no que não havia de empreender se o soubera. Se não conhecesse o fim em que haveria de parar, amando, talvez chegaria a padecer os danos a que não haveria de chegar se os previra. Todas estas ignorâncias que se acham nos homens, em Cristo foram ciências, e em todas e em cada uma crescem os quilates de seu extremado amor. Conhecia-se a si; conhecia a quem amava; conhecia o amor; e conhecia o fim onde havia de parar, amando.

"Para amar as coisas da terra é preciso conhecê-las; para conhecer as coisas do céu é preciso amá-las". (Blaise Pascal, filósofo francês)

AMAR - Claro Enigma - Carlos Drummond de Andrade.

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Sugestão para o ROTEIRO:

1º parágrafo: O amor sempre foi visto como fonte de felicidade, mas nunca foi escondido que também pode ser causa de infelicidade. Podemos citar os contos de fada e também Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco, ou ainda Romeu e Julieta, de Shakespeare.

2º parágrafo: O crescimento da diversidade demográfica tornou menos simples a tarefa de encontrar e manter um amor correspondido?

3º parágrafo: As relações virtuais tornaram ainda menos reais as concepções que temos um dos outros?

4º parágrafo: Ainda é sensato apostar numa felicidade tão arriscada?

5º parágrafo: O melhor é abandonar a aleatoriedade dos sentimentos e se dedicar a relacionamentos mais racionais?

TEMA: Os pais, os filhos e os professores.

Exemplo de ROTEIRO:

1. Quando os pais eram mais severos, os filhos eram mais obedientes. Quando os pais demonstram mais compreensão quanto às limitações físicas e intelectuais dos filhos, outros devem ser culpados pelos fracassos das crianças ou adolescentes?

2. Em vez de procurar culpados, devemos buscar meios de satisfazer as necessidades especiais de cada criança?

3. As frentes educacionais como escola para surdos e mudos, literatura para cegos, cuidadores com professores especializados em salas de aula aponta para uma escola diversificada capaz de atender às mais diversas dificuldades físicas ou intelectuais?

4. As escolas apresentam tanto ou mais limitações que os filhos menos integrados ou incluídos?

5. Os sistemas de ensino têm de se atualizar e parar de tratar todos os alunos como se fossem iguais e tivessem os mesmos interesses?

Planejando o primeiro parágrafo:

1. Introdução:

1.a. Abordagem ampla do tema com uma contextualização histórica ou geográfica; citação filosófica ou literária.

1.b. Especificação do tema, isto é, trazer de uma abordagem ampla para o tema específico.

1.c. A tese. Uma frase ou período que revele seu posicionamento diante do tema oferecido.

Exemplo:

        De acordo com Aristóteles, deve-se tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais na medida de sua desigualdade. Esse pensamento considera que já que as diferenças existem, elas devem ser tratadas como tais, com a finalidade de integrar a sociedade. Diante disso, surge a problemática da formação educacional de surdos no Brasil, que persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela permanência da discriminação como intenso fato social, seja pela ausência de uma cultura totalmente inclusiva.

TEMA: As formas de se alcançar a satisfação pessoal e a felicidade.

“Tudo é precioso para aquele que foi, por muito tempo, privado de tudo”. (Friedrich Nietzsche)

“Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está se passando inutilmente”. (Érico Veríssimo)

“A alegria está na luta, na tentativa, no sofrimento envolvido e não na vitória propriamente dita”. (Mahatma Gandhi)

“Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria”. (Khalil Gibran)

“Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos”.(William Shakespeare)

“O segredo é não correr atrás das borboletas. É cuidar do jardim para que elas venham até você”. (Mario Quintana)

“Não devemos permitir que alguém saia da nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz”. (Madre Teresa de Calcutá)

“A nossa felicidade depende mais do que temos nas nossas cabeças, do que nos nossos bolsos”. (Arthur Schopenhauer)

Sugestão para um ROTEIRO:

1. Não ser infeliz não significa ser feliz? Ausência de dor ou sofrimento não é felicidade? A alegria é um sentimento efêmero e a felicidade é uma sensação profunda? O humano precisa se perceber superando seus próprios limites para se sentir feliz?

2. As alegrias e contentamentos são ocorrências do mundo sensível, do mundo exterior? Por isso são frágeis e efêmeras; podem aparecer e desaparecer facilmente? Nós nos sentimos inseguros diante dos bens que nos trazem alegrias?

3. Só as ocorrências do mundo inteligível, do mundo interior, podem causar felicidade? A superação de limites fisiológicos e os desenvolvimentos intelectuais nos multiplicam possibilidades e nos aproximam dos nossos ideais?

4. Os desenvolvimentos físicos e intelectuais nos proporcionam segurança e são definitivos? Ninguém pode nos privar dos bens que nos trazem felicidade? Ninguém desaprende uma habilidade ou capacidade?

5. Ambições intelectuais são necessárias ou apenas vaidades? O mundo complexo e competitivo fez do desenvolvimento intelectual algo necessário e urgente?

TÍTULO: A escola e a vida: o que é importante aprender.

Sugestão para o ROTEIRO:

1. Uma pequena história da escola.

2. Diferencie o conhecimento cultural do conhecimento escolar.

3. Todos estão interessados pelo conhecimento escolar? O conhecimento cultural é o bastante para a sobrevivência e evolução do cidadão?

4. A vida pode ensinar tanto quanto a escola e, às vezes, até mais porque é menos técnica e mais humana?

5. O que é importante aprender? Tomar posse da própria vida e levá-la para onde o juízo aponta?

Argumentação:

Os argumentos podem ser elaborados a partir de vários enfoques:

1. Defesa da qualidade de vida coletiva.

2. Encaminhamento dos ideais de paz, justiça, igualdade, fraternidade, honestidade.

3. Desenvolvimento e fortalecimento da empatia na coexistência social.

4. Crítica a causas comprometidas.

5. Evidenciação de possíveis consequências desastrosas.

6. Observação de caracterização incoerente nos argumentos contrários.

Os dados estatísticos, exemplos, citações e referências históricas são recursos eficientes e oportunos da argumentação.

     Reflita sobre a diversidade da escrita contemporânea e manifeste seu ponto de vista, desenvolvendo-o num texto dissertativo, em prosa, no qual você deve expor seus argumentos de modo claro, coeso e objetivo.

Sugestão para o projeto de texto:

1. É interessante começar o texto com uma citação sobre a riqueza da diversidade cultural do mundo moderno. O repertório contemporâneo oferece inúmeras possibilidades de produção textual?

2. Uma escrita desautoriza a outra? A escrita colaborativa significa o fim do estilo individual?

3. As formas como os leitores apreendem informações também são várias e justificam a multiplicação das maneiras de escrever?

4. O coloquialismo predominante nas redes sociais implica uma decadência da arte de escrever ou uma inclusão de novos autores e modos?

5. O preconceito contra novas formas de expressão pode desperdiçar ideias interessantes e até desestimular propostas que poderiam enriquecer o repertório de linguagens modernas e eficazes?

    Levando em consideração que a família moderna sofreu alterações significativas em sua composição e organização, discuta, em texto dissertativo argumentativo em prosa, a construção da família nos dias atuais e sua importância na formação do homem moderno.

Exemplo de ROTEIRO:

1. Sobre as mais diversas configurações da família moderna. O que sobrou da família tradicional? Compromisso e responsabilidade? Corresponsabilidade?

2. A respeito das liberdades individuais; da pouca autoridade dos pais e do excesso de liberdade dos filhos.

3. A maioria da população está preparada para educar seus filhos sem se impor pelo medo?

4. O que se exigiu dos pais nas últimas décadas está mais próximo do ideal que da realidade?

5. A educação dos filhos se transferiu para a escola e, consequentemente, baixou os índices de aprendizado?

6. A escola deveria assumir a autoridade que os pais perderam?

Escreva um texto dissertativo que tenha como título:

Funções da Música

    A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende. (Arthur Schopenhauer)

    A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição. (Aristóteles)

    A música pode mudar o mundo porque pode mudar as pessoas. (Bono Vox)

    O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e de rapinas. (William Shakespeare)

    Antes de tudo, a música. (Paul Verlaine)

    A música é o verbo do futuro. (Victor Hugo)

   Como é que um homem sem as virtudes que lhe são próprias pode cultivar a música ? (Confúcio)


Sugestão para o ROTEIRO:

  1. Dê uma ideia de quanto as pessoas ouvem músicas.

    Apresente alguns dados estatísticos de quantas músicas uma pessoa ouve por dia ou quantas músicas são publicadas por ano em todo o mundo.

    2. Defenda algumas razões da popularidade da música.

    Provoca sentimentos? Reconstrói circunstâncias agradáveis na memória? Celebra fatos históricos? Defende ideias? Une pessoas e povos?

    A música pode ser usada como elemento de comunicação, de informação? Por exemplo, os caminhões vendedores de gás?

    3. Entretenimentos dados por muitos como inúteis ou fúteis podem ser valiosos no desenvolvimento cerebral do indivíduo e da humanidade?

    A música colabora na configuração do cérebro? Embala desenvolvimentos psicomotores? Aperfeiçoa noções estéticas? Identifica ideologias?

    No filme Amadeus, de Milos Forman, Salieri atira um crucifixo ao fogo da lareira, maldizendo Deus por ter dado a Mozart, um promíscuo, e negado a ele, Salieri, talentos invejáveis.

    Salieri não podia compor músicas como Mozart porque seu cérebro possuía outra configuração?

    4. Toda música é importante pela simples razão de que existe alguém para ouvi-la?

    Por que os jovens estão ouvindo tanta música? Para ajudar a organizar o imenso volume de informações que recebem diariamente?

    5. A busca desenfreada por prazeres nos afasta da ideia de que o prazer é antes a satisfação de uma necessidade?

Gabaritos de REDAÇÃO:

Módulo 1 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1D - 2B - 3A.

Módulo 2 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1) - V - V - V - V. 2) - V - V - V. 3) V - V - V - F.

Módulos 3 e 4 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1 - A linguagem REFERENCIAL é precisa nos seus significados, é denotativa, enquanto a EMOTIVA, ao contrário, é inspirada na individualidade daquele que fala ou escreve, de acordo com a emocionalidade do momento. 2 - Dissertar é defender ideias, posições, e isso precisa ser feito de forma clara e objetiva. 3 - B. 4 - A. 5 - D.

Módulo 5 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1. a) A frase que sintetiza o texto é "O Supremo Tribunal Federal varreu da legislação brasileira mais uma herança da ditadura militar: a obrigatoriedade do diploma de jornalista para quem exerce a profissão". 1. b) O autor deixa clara a sua posição favorável à aplicação da lei imposta pelo Supremo Tribunal Federal ao usar termos depreciativos quanto à obrigatoriedade do diploma, tais como "varreu da legislação mais uma herança da ditadura militar" e "ao defender o fim dessa excrescência". Além disso, o autor expressa sua opinião ao afirmar que a imposição do diploma nessa área feria o direito constitucional, já que impedia as pessoas de manifestar seu conhecimento livremente por meio da atividade jornalística. 2 - C. 3 - D. 4. a) No trecho extraído da Folha de S. Paulo, a palavra "dizer" sugere que, com a reforma ortográfica, a palavra "jibóia" teve sua pronúncia modificada: a vogal "ó" seria pronunciada "ô". Essa afirmação é equivocada, pois regras ortográficas não têm poder para alterar a pronúncia, o que se pode notar na palavra "tranquilo", apresentada no quadro comparativo, a qual perdeu o trema, que era raramente usado, mas manteve a pronúncia. 4. b) No trecho "Eu sempre soube que a maior barreira para o meu sucesso em Bafatá era o C mudo..." ocorre a ironia, que consiste em apresentar uma alteração bastante superficial para a língua como grande empecilho para o sucesso do jornalista. 5. a) Pode-se entender que: "Há várias medidas que o governo deve tomar"; "Não há medidas que o governo possa tomar"; mas também há outras possibilidades de construção. 5. b) Na afirmação do enunciado, a palavra "só" significa "única" e desempenha função adjetiva; já no trecho apresentado no item b, a mesma palavra ocorre com sentido de "somente, apenas" e exerce função adverbial.

Módulos 6 e 7 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1 (resposta livre); 2 (resposta livre); 3 - C; 4 - E.

Módulo 8 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1 (resposta livre); 2 - D; 3 - B.

Módulo 9 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1 (criação do aluno); 2 (criação do aluno); 3 (criação do aluno).

Módulo 10 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1 (criação do aluno); 2 - O último parágrafo (conclusão) resgata a ideia veiculada no primeiro (introdução), pela qual se afirma que os professores deveriam ter sido consultados quanto às diretrizes da educação formal, no Brasil.; 3 - É conveniente a manutenção do plano proposto há um tempo, bem como o reconhecimento da inutilidade de inclusão das questões em destaque entre aquelas que se propõem ao estabelecimento de novos critérios de avaliação.

Módulo 11 e 12 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1 (criação do aluno); 2-C; 3-B.

Módulo 13 e 14 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1 - Após a instabilidade emocional provocada pelo triângulo amoroso descrito no desenho, a última fase mostra a personagem solitária, diante de um mar ou lago calmo, tranquilo, onde pode ocorrer uma nova emoção amorosa. 2.a - Ambos os textos tratam de mudanças, conforme exemplificam os fragmentos: "Todo o mundo é composto de mudança" (no poema de Luís de Camões) e "as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando" (no texto de Guimarães Rosa). 2.b - No texto de Guimarães Rosa, o bem e o mal aparecem personificados nas figuras de Deus e do diabo, mas estão relativizados nas expressões "Deus é traiçoeiro" e "[Deus] me dá o medo pavor!". 3.a - "Não seja enganado na hora da compra" e "Não compre um produto pensando que é outro". 3.b - Toda palha de aço é chamada de Bom Bril, mesmo sendo de outra marca. Dessa forma, a expressão "Só Bom Bril é Bom Bril" enfatiza a necessidade de o consumidor não ser iludido no momento da compra.

Módulo 15 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1.a - D (outras possibilidades: embora, no entanto, contudo, porém; 1.b - A (outras possibilidades: porque, pois, já que, afinal); 1.c - D (outras possibilidades: então, por isso, à vista disso, nesse caso); 1.d - C (outras possibilidades: mas, porém); 1.e - E (outras possibilidades: desta forma arrumou, assim arrumou); 2-A.

Módulo 16 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1.a. - O camembert é um dos queijos mais consumidos do mundo, no entanto ele só se tornou popular durante a Primeira Guerra Mundial, quando conquistou os soldados nas trincheiras; 1.b - Amizade verdadeira é algo difícil de se encontrar hoje, tanto que nem todos a possuem; 1.c - Os políticos comportam-se de maneira omissa diante dos problemas sociais, como se os mesmos não lhes dissessem respeito; 1.d - O trânsito nas grandes cidades é muito problemático, tanto que já se pensa em tornar obrigatório o rodízio de carros, como já acontece em São paulo; 1.e - Uma boa parte das crianças mora muito longe e vai à escola com fome, por isso ocorre maior número de desistências; 2.a - Uso inadequado do nexo: O desprezo PELO computador; 2.b - O uso inadequado do nexo:  em sociedades modernas NAS QUAIS subsistem setores marginais; 2.c - Uso inadequado do nexo: É uma pessoa de carne e osso, porém sem ação e reflexão; 2.d - Falta de sequência lógica: O grau de salinidade da água é tal que não se pode mais utilizá-la nas plantações nem em outro contexto qualquer; 2.e - Redundância: Este exercícios está muito bem desenvolvido, por isso vou usá-lo como exemplo.

Módulo 17 - Exercícios de aplicação - gabarito: 2.a - O governo, principalmente, não responde de maneira adequada em relação às condições que para muitos seriam uma decisão óbvia. 2.b. - Educação, solução universal a que, por direito, todo indivíduo deve ter acesso. 3 - Para quem fez a pergunta, não pareceu nem um pouco incoerente a resposta. Entretanto, a frase de B não é a resposta, é simplesmente um pedido de tempo para depois dar atenção ao interlocutor A. Nós é que percebemos a incoerência e tomamos o conjunto como uma piada.

Módulo 18 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1 - As três imagens relacionam-se ao ato da comunicação verba. 2.a. - Signos: na primeira obra, foram utilizados corpos femininos em disposição estratégica de forma a gerar a imagem de uma caveira. A seguir, um texto poético que, logicamente, expressa-se por signos verbais. 2.b. - Significado: aliada à imagem do autor (Salvador Dali), com aparência de mágico, a tela remete-nos a uma atmosfera sensual, erótica, mas misteriosa e o texto, ao tematizar o amor, identificando-o como uma atividade noturna, aproxima o seu significado ao do quadro. 3.a. - Desmembrando-se a palavra negócio, obtêm-se ego e ócio que sugerem a síntese da vida do banqueiro. 3.b. - 0.

Módulo 19 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1.a - Eu sonho ganhar 20 mil por mês, como meu pai. 1.b - O pai dele sonhar ganhar 20 mil por mês ou já ganha esse valor por mês. 1.c - Eu sonho ganhar 20 mil por mês, como meu pai também sonha. 2.a - O pleonasmo ocorre no trecho "reversão total de todas as demissões", em que o adjetivo "total" já pressupõe o pronome indefinido "todas". 2.b - Só não será aceita nas negociações a reversão total das demissões. Ou: Só não será aceita nas negociações a reversão de todas as demissões. 3 - Depois de dois nomes - denúncia e abuso - a preposição "contra" pode relacionar-se a qualquer dos dois termos. A ambiguidade pode ser eliminada na seguinte forma: Denúncia contra Michael Jackson de abuso sexual.

Módulo 20 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1 - Eu ajudarei na festa e se vocês cansarem, voltem para casa, que eu não demorarei e os alcançarei antes de vocês chegarem lá. 2 - Por detestar viver longe de sua cidade, Onofre, que há tempos sonhava  em voltar para lá, diariamente minava a confiança de seus chefes nele, ao falhar, deliberadamente, nas missões em que trabalhava. 3 - Quero que todos os presentes se aproximem a fim de ouvirem as palavras deste salmo, apropriadas para os momentos de fracasso na vida.

Módulos 21 e 22 - Exercícios de aplicação - gabarito: 1.a - Linha 1 - Após a palavra "trabalho". 1.d - Linha 11 - Usou "isto" em lugar de "isso". 1.e - 5º parágrafo. 2 - A introdução não apresenta o tema ao leitor, nem a tese. 3 - 1º e 5º parágrafos. 4 - Linhas 27 e 28 - Ambiguidade: desenvolver o trabalho ou o homem? 5 - Linha 7 - A expressão "todo mundo". 6 - Linha 13 - "um" curso superior. 6 - Linha 19 - A interlocução "Imagine". 6 - Linha 25 - "focar" a escolha. 6 - Linha 35 - uma grande chance. 7 - O 5º parágrafo caracteriza fuga parcial, logo está desconectado dos parágrafos contíguos, sendo coerente apenas com a introdução, que também foge ao tema. 8 - Os argumentos dos parágrafos 2, 3, 4, 6 e 7 não são coerentes com a tese, já que não há tese.