sexológica

zonas erógenas

        A ovulação eleva a temperatura do corpo feminino de 32 ou 34 para 36 ou 38 graus e as partes em que essa elevação é mais evidente são os peitos e as nádegas, naturalmente porque conseguem conter mais sangue e não desempenham funções vitais, como o coração e o cérebro.
         Os órgãos fundamentais não podem reter grandes quantidades de sangue, ao contrário, precisam de uma determinada frequência na circulação para que não prejudiquem a respiração e a alimentação celular.
         Aos homens, o índice de calor dos peitos e das nádegas femininas serve para indicar a temperatura interna da vagina, a sua disposição para a cópula, a sua capacidade de condicionamento dos espermatozoides e de produção do gás cromossômico. Por isso, tocar as nádegas ou os peitos de uma mulher é o mesmo que perguntar, com as mãos, se ela está interessada numa relação sexual.
         Quando essas partes estão coradas, consistentes, quentes, a mulher está com o desejo à flor da pele, porém, se os peitos e as nádegas estão pálidas, menores, frias, o melhor é não ter pressa e, com muitas frases e carinhos, demonstrar o quanto é amada. A vontade racional pode despertar o desejo inconsciente e a temperatura pode se elevar de uma hora para outra a ponto de proporcionar uma boa transa.
         O bumbum e as mamas, portanto, constituem as zonas erógenas principais. As outras, tantas quantas encontrarem, são regiões com menor concentração sanguínea e também menos calor, mas remetem, da mesma forma que os peitos e as nádegas, ao índice de calor da vagina.
         O fato de o bumbum e as mamas apresentarem uma temperatura significativa e mais próxima da quantidade de calor suficiente para o condicionamento dos espermatozoides e a produção dos gases fisiológicos faz com que sejam mais atraentes, no entanto, a língua ou as pernas não são menos interessantes porque, crescentemente, a temperatura dos lábios nos remete ao índice de calor das pernas, as quais, por sua vez, nos fazem acreditar que os peitos estão ainda mais quentes.
         O calor das coxas, além de verificar a promessa dos peitos, nos diz que a temperatura do bumbum está elevadíssima e, se as nádegas estão quentes, a vagina está pronta para a penetração e a ejaculação.
         Os sexólogos vão descobrindo a cada vez mais pontos eróticos no corpo feminino, justamente porque qualquer ponto do corpo da mulher pode ser uma região erótica. Basta que o parceiro tenha sensibilidade o bastante para perceber o significado da quantidade de calor em uma determinada área. Se o rapaz toca o dedão do pé da moça e o despreza porque a quantidade de calor é mínima, o dedão do pé não é, para esse rapaz, uma zona erógena.
         Contudo, se o rapaz consegue perceber o que significa a temperatura do dedão do pé, que esse pé pertence a um corpo que também possui peitos e nádegas e que o calor está distribuído conforme a concentração de tecido vascular adiposo, esse rapaz sabe que, se existe uma temperatura perceptível no dedão do pé, a vagina está pulsando de tesão e essa perspectiva, torna, para esse rapaz, o dedão do pé, uma zona erógena.
 
         O corpo masculino não possui regiões eróticas?
         A potência sexual de uma mulher é medida pela sua capacidade de produzir calor na região pudenda, entre a cintura e as coxas. Já a potência sexual masculina é verificada na sua capacidade de ereção. Convém observar que uma ereção ideal deve colocar o pênis em posição de penetração, completamente rijo. Às vezes, o parceiro consegue tirar o seu pênis do estado de repouso, mas não é capaz de fazê-lo ficar totalmente duro.
         As mulheres também conseguem perspectivas com o olhar ou com as mãos. Elas têm como saber se o parceiro está em condições de penetrar e ejacular adequadamente. Algumas conseguem ter uma ideia do desempenho sexual de um homem apenas pelo seu jeito de andar: se caminha disposto, totalmente aprumado, seguro, objetivo. Os toques, no caso dessas mulheres, servem apenas para confirmar ou não a perspectiva construída pela aparência ou pelo andar.
         Como as mulheres, os homens também concentram calor na região pudenda, abaixo da cintura e acima das coxas, todavia, a zona mais erógena do corpo masculino, depois da genitália, é o tórax. Enquanto os homens se preocupam com as regiões de maior incidência de tecido vascular adiposo no corpo feminino, as mulheres observam as regiões de maior incidência muscular no corpo masculino – entre o pescoço e o abdômen, inclusive os braços. Obviamente, porque essa região é capaz de lhes dar uma ideia bastante aproximada do vigor do possível parceiro.
          
         Onde as mulheres preferem ser tocadas?
         Como as garotas não gostam de serem tratadas como objetos sexuais, elas preferem ser tocadas, primeiramente, nas partes em que se estabelece a reciprocidade: mãos nas mãos, abraços e beijos são demonstrações de carinho em que a participação dos dois é igual e os ganhos são os mesmos. Ninguém está explorando ninguém.
         Depois, são aconselháveis os toques nas regiões pouco eróticas. Nas costas, nos pés, por exemplo, onde há menos concentração de tecido vascular e adiposo. Os toques nas partes menos erógenas podem ter vários significados:
         1 – Podem funcionar como um pedido de autorização às regiões mais eróticas, uma vez que o parceiro, enquanto aquece, oferece à parceira um tempo para se convencer do que realmente quer.
         2 – Também podem significar um respeito ao mecanismo sexual feminino, uma demonstração de bem querer, distante do egoísmo comum no comportamento sexual masculino.
         3 – Quando o parceiro vai logo às regiões mais quentes, a mulher fica sujeita a se sentir não amada, mas dona de uma vagina, esta, sim, desejada. Assim, os toques nas regiões menos vasculares e adiposas são capazes de fazer uma mulher se sentir inteiramente amada.
         4 – Nas circunstâncias em que o homem não se ocupa com as regiões menos eróticas, a parceira pode concluir que está sendo tratada como o seria qualquer mulher, sem distinção. Os toques nas zonas menos sexuais individualizam ou particularizam a pessoa, pois vagina qualquer fêmea tem e em nenhuma é mais que um lugar onde se ejaculam e se condicionam os espermatozoides e o gás cromossômico. Os arredores e também as regiões menos próximas da vagina, porém, são característicos e denunciam as particularidades da parceira.
         5 – As carícias nas áreas menos cobiçadas podem funcionar também como uma compensação do parceiro aos carinhos que a mulher costuma fazer apenas para agradá-lo. Nessas ocasiões de retribuição, a parceira se sente sendo tratada de igual para igual, com respeito.
         Por fim, sim, as mulheres gostam de ser tocadas nos peitos, no bumbum ou na vulva: quando o homem está circunstancialmente autorizado e a garota adequadamente aquecida.
          
         Os homens gostam de ser tocados?
         Desconsiderando as exceções, os homens mais vaidosos gostam de ser admirados, mas não fazem questão de serem tocados, naturalmente porque o fato sexual não acontece no homem, realiza-se na mulher. Se a fêmea é a responsável pelos eventos sexuais, pelos condicionamentos e pela fecundação, é ela quem precisa ser carinhosamente preparada para o acontecimento.